sexta-feira, 30 de março de 2012

Gata 'rejeita' novo endereço e caminha 3 mil km para voltar à antiga casa

 

Uma gata caminhou mais de 3 mil quilômetros para voltar para sua antiga casa, depois que seus donos resolveram se mudar do sul para o norte da Austrália

Os donos de Jessie se mudaram de Ungarra, no sul, para Berry Springs, na zona rural de Darwin, norte da Austrália, em março de 2010. Os donos tinham três gatos em Ungarra, mas resolveram levar apenas Jessie, imaginando que os outros gatos não iriam se adaptar à casa nova. Os dois gatos ficaram com os novos donos da casa de Ungarra.

A dona de Jessie, Sheree Gale, 31 anos, conta que a gata desapareceu logo depois da mudança "Ela ficou aqui por algumas semanas e nós pensamos que ela tinha se acomodado", contou Gale ao jornal australiano Northern Territory News.

Pouco mais de um ano depois do desaparecimento, Jessie reapareceu na antiga casa dos Gale, em maio de 2011. Os novos moradores da casa, Troy e Jenn Humby, encontraram a gata, que eles não conheciam, vagando em volta da casa. "Achei estranho, pois este gato estava junto com os outros dois gatos, e pensei que um gato selvagem não faria isso", disse Jenn Humby ao jornal australiano. "Tirei uma foto e enviei para Sheree e ela disse que, definitivamente, era Jessie."

Por enquanto, Jenn Humby está cuidando da gata. Sheree Gale acredita que Jessie fez todo o percurso, do norte ao sul da Austrália, caminhando."Não consigo explicar (como a gata chegou até a antiga casa). Ela odeia entrar em carros, então acho que ela caminhou", afirmou.

Fonte: BBC Brasil

Do site: http://www.caesegatos.com.br/noticias.php?id=1320926592

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vida Animal

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     O caminho para sermos felizes como pessoas consiste em desenvolver nossa capacidade de amar e ter compaixão por tudo que nos rodeia, isso inclui a natureza e os animais.
     A ausência desses sentimentos seria o princípio do nosso fim como seres humanos, isso fatalmente nos levaria a agir de maneira cruel e selvagem como temos presenciado por aí.
     Faltam talvez, campanhas educativas de como o amor e respeito pelas coisas vivas é capaz de transformar o mundo e fazer com que cada ser humano descubra sua essência divina.
     O líder pacifista indiano, Mahatma Ghandi dizia que a forma de tratar os animais determinava o grau de moral e progresso em uma nação.
     Será que se os animais pudessem se expressar seriam capazes de perdoar tantas maldades que nós “seres humanos” fazemos contra sua espécie? E nós, estaríamos dispostos a pedir perdão por todas as vezes que os maltratamos, exploramos, abandonamos à própria sorte, os aprisionamos em lugares minúsculos, os tiramos de seu habitat natural condenando-os a uma vida limitada e infeliz?
     Certamente há quem diga; eles não têm sentimentos! Basta observarmos o comportamento das fêmeas com seus filhotes, elas os protegem e demonstram muito mais amor que certas mães humanas em relação aos seus filhos. E o que dizer da amizade e lealdade, da alegria nos olhinhos que brilham ao receber seu dono. Eles nos amam pelo que somos não pelo que temos.
     É claro que a necessidade afetiva de ter um bichinho em casa é legal, até porque, quem nunca se rendeu a um carinho ou abanar de rabo de um cachorro ou gato! E isso é até assegurado segundo a Constituição Federal, pela lei nº4591/64, todo cidadão tem direito à propriedade.
     Os animais são, portanto bens que podem ser propriedade de alguém, e qualquer tentativa de privar esse direito das pessoas seria desrespeito à Constituição.
     Mas o que dizer da posse responsável, dos deveres de quem tem um animal e não cuida, quando ficam velhos ou doentes os abandonam nas ruas! Por tudo isso foi criado o Dia Mundial dos Animais, para nos lembrar que eles compartilham o planeta Terra conosco.
     Foi instituído em quatro de outubro, por ser justamente dia de São Francisco de Assis, o Protetor dos animais. A Ecologia também é lembrada neste dia porque a vida de todos os seres é um bem e como tal deve ser respeitada e protegida. Cuidar de si e de tudo que nos cerca nos torna mais dignos de merecer viver nesta terra onde tudo tem a impressão digital de Deus...

Ivete Moura    (Marialva - PR - por correio eletrônico
Endereço eletrônico: ivetemoura@bol.com.br)

Retirado do site: http://www.pucrs.br/mj/cronica-80.php

quarta-feira, 28 de março de 2012

De meio ambiente, ética e etiqueta

gatinho curioso 

"“... a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos depredando todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhe foi sequestrado. (Confúcio)
     Estamos diante de uma crise ambiental real. O mundo inteiro se conscientiza e se mobiliza em defesa da sobrevivência planetária. A diferença está entre os que pregam a ética e os que pregam a etiqueta como formas de colaborar com a sobrevida do planeta, entre quem se dispõe a promover mudanças na organização econômica e social e entre aqueles que buscam compensar o planeta com “atitudes politicamente corretas”. O que muda é se assumimos compromissos a partir das nossas ações humanas no planeta ou se estamos preocupados somente com o status social que recomenda “dosar” e qualificar nosso consumo como mais sustentável.
     O fundamento das diferenças acima descritas está alicerçado em conceitos bem distintos, historicamente construídos pelo ser humano a partir de suas relações com a natureza e com o mundo: o conceito de sustentabilidade e o conceito de interdependência. "Sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Já interdependência “ é um conceito que rege as relações entre os indivíduos onde um único indivíduo é capaz de, através de seus atos, causar efeitos positivos e/ou negativos em toda a sociedade. Ao mesmo tempo, esse mesmo indivíduo, por sua vez, é influenciado pelo todo. Com isso, é possível dizer que todas as pessoas e coisas que rodeiam a vida dos seres humanos estão interligadas e afetam a vida de todos de forma significativa”.(Wikipedia)
     Arriscamos afirmar que o conceito de sustentabilidade nasceu no Ocidente, enquanto o conceito de interdependência nasceu no mundo oriental. Que o conceito sustentabilidade está associado à necessidade de compensar o já destruído; que o conceito interdependência está associado a um modo de vida e de relação entre os indivíduos e os seres vivos. Que a tentativa de transformar ética em etiqueta nada mais é do que apequenar a responsabilidade que o ser humano tem diante do “clamor” e do sofrimento do planeta.
     A ética diante da vida e do planeta inscreve-se no compromisso com a vida no seu conjunto, seja ela a própria vida da gente e a vida dos demais seres vivos. A ética do cuidado, proposta por Boff, está embasada em quatro princípios fundamentais: o amor universal e incondicional, o cuidado, a solidariedade universal e a capacidade e a vontade de perdoar. Estes princípios ensejam mudança de posturas e comportamentos do ser humano com relação à natureza e o mundo, tornando o mundo mais do que sustentável: interdependente; onde os seres vivos possam ser considerados na relação de um para com o outro sem juízos de valor ou de importância.
     A mudança que devemos fazer implica em re-significar a relação conosco mesmos, com a natureza e com o mundo. O exercício de reciclar algo que descartamos é pedagógico, uma vez que nos faz repensar a nossa existência diante dos demais seres vivos. Como escreveu Leonardo Boff, ao falar de ethos, palavra que dá origem à ética: “Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para que todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o planeta Terra como casa comum. Sejamos, pois, responsáveis pela vida que compartilhamos juntos. Se não há compromisso com a vida, só há etiqueta.

Nei Alberto Pies,
professor e ativista de direitos humanos.
Endereço eletrônico: pies.neialberto@gmail.com

do site: http://www.pucrs.br/mj/artigo-de-meio-ambiente-etica-e-etiqueta.php